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terça-feira, julho 18, 2006

Subordinado do azar

Eis tal sujeito destinado a tão cruel e ridículo acaso do cotidiano. Praticante fiel do caiporismo, por sorte (uma das poucas que lhes sobrou) não sendo disseminador do mesmo nos demais... Mas sim como uma grande eficiência e plenitude de seu grande dom, o faz em si mesmo. Seria um fardo essa considerada má fé do destino, uma sina que o acompanhara com uma impressionante competência... Ou então somente acaso, um longo, que perdura por meses a fio.

Semelhantes o descrevem como exagerado em fazer uma comparação absurda com o primeiro na fila do azar, e concordo plenamente com o que terceiros afirmam. Faço assim um rebuscamento da mesma na outrora, analisando a tal em outros tempos, tentando lhes aproximar de que proporção o presente lhe torna tão peculiar. Tal feito é meramente proposto por desencargo de consciência, pois um sujeito nunca reclamara tanto de sua situação vigente. O passado lhe entrega simples problemas, até mesmo quando os mesmo fossem medianos ou grandes, não importando o grau, estes tinham uma espacialidade maior entre os eventos. Isto sempre lhes dava certa suavidade de acordo com que acontecia. A expressão “o tempo faz milagres” é uma verdade indiscutível, por abordar somente o passar do tempo e o esquecer dos problemas e as catástrofes.

O revés da sorte dos demais o fez cauteloso com certas coisas e descuidado para outras tantas, ainda esta o teima a ser sua sombra. Por vez o objeto do texto se faz instigante em sua razão, porque se faz tão persistente, ou diria também pertinente. Persistente no sentido literal, tendo em sua definição como o ato de ser constante, perseverar, continuar, prosseguir, insistir em ser atraído para infeliz dito cujo. Pertinente por parecer uma qualidade, ou característica (Parte narrada por Cid Moreira) Sim... Incrédulo, és um imã de infelicidade e logo também do infortúnio, tua riqueza, a única e exclusiva, já foste dita ulteriormente esta classificada destarte como não contagiosa, vide seu entorno, semelhantes tendo a labuta de cada dia, não digo fácil, mas sim com menos incidentes e abortar de expectativas... Usando de brevidade, frustração.

O azar é a única explicação plausível para tantos fatos desastrosos e importunos, não consigo imaginar tantos incidentes contínuos de tamanha proporção. Acontecidos avulsos já nos trazem grandes conseqüências, grandes perdas e pesares... Além de algo já previsível com o este mesmo indivíduo, mas agora estas tomam proporções homéricas, sendo desproporcionalmente intenso como as crises anteriores, trazendo uma magnitude e repetição dos fatos cada vez mais significativa, extrapolando o entender do mesmo.

Populares dizem que ao transpor do tempo, este dito azar momentâneo, passageiro, há de melhorar, daí surgem indagações. Haveria certo prazo para tal fase chegar a seu término? Ou certo limite de “maldades” do carrasco destino a tal fidalgo? Questões que por muito analisar e pensar, criar hipóteses, inventar possibilidades remotas que vosso autor não chega nem perto de uma resposta, somente a este texto. Uma solução poderia ser a de mudar o foco dos seus objetivos, um simples exemplo seria o de que o desejo pela direita se torne o desejo pela esquerda. Mudar assim repentinamente de qualquer foco ou ideal que tu sigas?... Não, somente uma tentativa de enganar o azar. Assim quando mesmo atuar... Acertarás a direita.

Demasiados azares trazem consigo conseqüências errantes para o ser que os retém, um peculiar mal humor (o mesmo já tratado excessivamente em textos anteriores), fazendo o que era para ser de um grande prazer em um martírio. Um simples andar pode se transformar, numa inquietante busca por azares, estes podem vir de variados modos e graus. Evito exemplos, pois todos têm cada um em particular, ou em consentimento geral um que aflige alguns em maioria. Guarde-os, pois azar o seu.

Obs.: Qualquer semelhança não é mera coincidência

“Que nossa amizade seja igual a uma bundinha, bem grudadinha, e nunca se separe por qualquer merdinha”

Guilherme “Mal Mal” Rocha

7 comentários:

Anônimo disse...

Coisa!
Mais uma vez eu digo ... quer parar com esses assuntos baixo astral! afffhhh! Azar eh o caramba, a vida de todo mundo tem momentos bons e ruins ... de todo mundo mesmo!
Beijinhos

Cristiano Contreiras disse...

Bom texto, puro sentires.

Anônimo disse...

honestamente... eu n teria tanto saco pra escrever assim.... =D
gostei do texto, assim como tds os outros... bjo

Anônimo disse...

Hihihihi (ainda estou sob o efeito da frase da bundinha... hahahhahahahhahaha)
Mocinho,
antes de mais nada, adorei o novo layout do seu blog.Ficou foda!
Segunda coisa: vamos levantar a poeira e dar a volta por cima??
Adoooooooooro te ver sorrindo, feliz, não quero mais te ver triste! (Não que vc n possa, ou n tenha motivos) O problema é que eu fico triste por vc tb... poxa =(
Meu amigo indiozinho lindo merece e será muito feliz!
Pode ter certeza!
Beijinhos
Line

Roger disse...

tem muitas internas mas tah bem rebusca
as hiperbolas dão o ar da graça
=]

Não sei! Você que sabe... disse...

Gostei do seu texto.. Principalmente da fraze final..
Jota

Douglas disse...

(Parte narrada por Cid Moreira)-Lindo post, magnanímo Mr. Mal, o mestre dos blogs...

Porra, o Cid Moreira é mó puxa-saco.