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quinta-feira, abril 27, 2006

O Ensaio da solidão

Introdução à solidão é um assunto de total inutilidade pública que este autor vos traz, uma tentativa de tecer algo sobre a solidão suas causas e suas conseqüências dentre eles seu males a quem a cultiva e a dissemina isto podendo contagiar os demais em seu redor, algo que é comum a todos, mas que em alguns existe todo um pesado carma que vos leva a tal comportamento ou estado.

Necessária, já que todos a têm por algum momento, porém agonizante quando esta toma certas proporções intensas e gigantescas, como tal qual em sua infinidade de significâncias e esta sim provocando neste ato contínuo e acumulativo o temido esfalfamento do nosso ser, causando-lhe enormes prejuízos a sua integridade lhe expondo fraquezas, feridas, até há austeridade desferindo desta forma comportamentos e sentimentos nunca antes contemplados por tal enfermo.

Enfermo, considero já o seu estado por apresentar, quando neste estado, comportamento diferente do seu normal adquirido, normalmente mais silencioso, digo menos comunicativo ao demais que o circundam em seu meio social, mesmo os mais próximos que tentam por muitas vezes o retirar de tal estado com benfeitorias ao seu ego, mas não com eficiência, já que o mesmo tende a perder rapidamente o efeito do “medicamento”... Onde a posologia recomenda um tratamento intensivo e com doses cavalares com curtíssimo espaço de tempo, mas o que é prescrito nunca ocorre.

Devido todo um ciclo do ser humano o qual tem, em suas atividades diurnas onde estas possuem toda uma sociabilidade maior, acarretando numa solução temporária para o problema já que há inúmeras ações a se praticar e futilidades a pensar. A tal doença começa a atacar em momentos vespertinos quando as tais diversas coisas a se fazer estão à beira de seu término, onde bate a agonia de o que fazer nas próximas horas. Antecedente a pior faixa de horário esta se caracteriza por uma leve mudança de humor, esta dita tênue revolução humoral muitas vezes má compreendida é o marco do grande e avassalador hábito noturno vivido por grande sacrifício pelo enfermo. Enquanto a noite chega ainda há algumas atividades a se fazer, mas nada ainda com o desejado caráter sociável, assim ainda encaminhando-se a solidão ainda tendo um leve impacto sobre o ser. Com o cair da noite e todas suas atividades já terminadas é chegada a pior hora, a hora do pestanejar. Esta já se inicia em sua preparação, o simples ato de aprontar a cama para o descanso, ao prepará-la com apenas um travesseiro, um lençol. Com tudo já pronto, chega a temida hora onde o ser é levado a refletir o que foi o dia de curtas horas... Com o tempo em outra velocidade... Já que essas horas, agora, se mostram mais longas onde os segundos não correm, os minutos se arrastam e as horas não passam... Onde a agonia de estar sozinho nos leva a tanta reflexão em face da distancia de outro ser sociável, ou também dá não proximidade já que julgo coisas diferentes. Daí ocorre, por parte deste parar do tempo, longas e extenuantes maquinações da mente acarretando num agravamento do quadro geral do doente, estes vão desde delírios diante de ocorridos e suas possíveis variâncias do mesmo... dito famoso e simplesmente conhecido como sonhar acordado o toma por completo, assim o faz se questionar durante horas e horas sobre tais atitudes e ou respostas. Devido a tal consumo de tempo desnecessário, o dito cujo normalmente busca saídas com alguns afazeres extras. Logo é vencido pelo cansaço, mas não por completo, a subjetividade entra em cena formando sonhos de dias melhores e na maioria das vezes impossíveis, que os tem como base os tais devaneios. Esse ciclo cada dia se agrava mais e mais devido o sua repetição, dia após dia o mesmo fica se repetindo acumulando muitos sentimentos que vão de encontro ao quesito sociabilidade, a qual pode ser facilmente obtida com a “receita da solidão”, esta abaixo descrita nos trás de forma simples como ficar neste estado da “enfermidade” e ou o contrario... não seguir os passos à seguir e sumir com a solidão de sua vida.

Receita da solidão

½ (meio) copo de mau humor;

1 (uma) xícara de tormento;

Desgosto à vontade;

2 (dois) litros de péssimas qualidades;

1 (uma) pitada de infelicidade;

1 (uma) dúzia de decepções.

Modo de preparo: Junte o mau humor com o seu tormento obtido e mexa por todos os anos sozinho até conseguir uma textura bem homogênea e simplória, logo em seguida despeje a quantidade desejada do desgosto que lhe cabe, fica à gosto de cada um, está feito o recheio. Agora separadamente faz-se a camada exterior, adicione uma pitada de infelicidade às péssimas qualidades (note que a coloração virá inicialmente de um tom claro para um tom neutro a escuro muitas vezes chegando à escuridão total) depois de já misturado leve a geladeira, a uma temperatura baixa para tornar-se alem de algo escuro, algo frio e rígido. Já com a pasta dura adicione a dúzia de decepções para dar o gosto particularmente amargo desta gentil prato de solidão para a camada superficial. Prontas às devidas partes da solidão pegue a mistura da camada superficial e despeje com força em cima do recheio e com este impacto deixe assentar a mistura sobre a outra está já mais resfriada e rígida cobrirá a região mais mole e quente fazendo com que a mesma fique protegida por um invólucro de estupidez, ignorância e esta também serve como um pouco de autodefesa contra as benesses que são desferidas por semelhantes na tentativa de quebrar esta barreira, mas em sua maioria em vão.

Sentimento forte que se mantém por seu parasitismo inconfundível e eficaz, assim, sua proliferação depende mais de si próprio, definha o ser no qual se hospeda, no qual se origina e se alimenta por um acontecido de seu passado e que por algum acontecimento mais atual veio a atormentar. Sentir só é um estado onde todos “colaboram”, o próprio por punir-se de certo modo e os seus semelhantes por não colaborarem do, digamos, “certo modo”.

Também se pode definir solidão rapidamente pelo tradicional dicionário, neste caso pedindo licença e reservando a autoria ao Aurélio: Estado do que se encontra ou vive só; isolamento.

Seria um exagero este texto, descrever desta forma o ser só, ou melhor, o ato de estar só? Penso que há ainda muitas maneiras de se descrever a solidão seus sintomas e suas conseqüências perante qualquer ínfima relação sobre variadas coisas ao seu redor. Seu efeito é devastador desta forma trágica e complicada ou é como no dicionário já se faz uma simples e eficaz descrição?

Só um aviso final e importante sobre a solidão... Degusta-te com parcimônia.

“Cabelo ruim é igual bandido, está sempre armado ou preso”.

Guilherme Rocha

4 comentários:

Anônimo disse...

Ola!!!
Quer parar de escrever sobre coisas tristes??? Ta certo q n entendo bem, ja q sou burrinha ... hahahah mas sei q eh triste!
(pelo menos sei isso) hahaha
Obs: Ja te disse q se eu ficar deprimida com isso ai vai ter q pagar meu analista! Estou avisando novamente! hahaha
Beijinhos

Anônimo disse...

Eeeei.. concordo com a mocinha acima...
Quero te ver mais feliz e escrevendo coisas felizes... poxa... tá muito down isso aqui =(
Beijinhos
Line

Anônimo disse...

Anônimo não... eeeu: line =P hhihihihihi
eu que disse aí em cima

Anônimo disse...

queria poder saber oq ta havendo...
enfim...