Onde palavras pensam que juntas, formam um texto...

terça-feira, setembro 19, 2006

Vai Pierrot...

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, faz-se tempos que está preso em palavras e dentre das tantas canções a soar em seu quarto, refletem um tanto em suas deploráveis orações desferidas ao papel. Algumas falam do passado, refletem acima de tudo, no futuro, por proferir frases e idéias, as tais com uma inocência e sentimentalidade que o faz aos poucos sonhar novamente o impossível, o improvável, a Columbina. Sim, há a Columbina, sempre há, mesmo que ela nunca o note, ou o trate de maneira não desejável, ele sabe que apesar de suas fantasias e desejos nunca terá tal êxito.

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, parafrasear é a sua tentativa. Explica e desenvolve idéias mirabolantes que nem ele mesmo às vezes aceita ou concorda, mas nele residem sem a intencionalidade de ter tantas particularidades pertencentes a ele por serem odiosas. Corroí-se em desejo, iguala-se em devaneios como o de seu imaginário, este se mostra por enquanto livre e contente, sem preocupações, mas logo se volta e vê que está ali, entrevado em meio suas obrigações.

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, com certa raiva escreve com um forte teclar e assim faz o som da máquina de escrever predominar diante de tantos outros harmoniosos. Enquanto mais intenso o bater de teclas, mais o seu sonhar se torna repetitivo, não consegues tirar aquele ser tão diferente e divino de sua mente. Logo lhe vem alegria, sorrisos, festas, o que lhe atrapalham por demais em sua concentração ao seu sustento diário.

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, por instantes pára com seus afazeres e reflete sobre sua origem. Ser fraco, não demora muito e, de acordo com o conto, ele se lembra no ponto, de que na sua vida já fora um Arlequim. Um dito cujo sem pressa, sem metas, incondicional por natureza, sem atitudes maiores, vagava em meio a luxuria e desejos ínfimos cobertos de irresponsabilidade. Pensa com boas lembranças daquele tempo vadio sem rumo, como se estes voltariam tão facilmente a tal pretérito banal, porém almejado.

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, por seu entorno se mostra uma atmosfera pesada com um vento frio que soa junto às janelas, oriundo de uma pequena fresta que lhe mostra a noite iluminada. Ele olha para a passagem e vê na paisagem luzes de uma grande variedade de cores. Hesitante por sua tarefa e seu desejo, ele põe em duvida sua vocação e parte para a fresta com um olhar triste, tendencioso a tensão. Rapidamente olha para as luzes, vê um pouco mais de sua dimensão e no movimento repentino ele fecha as cortinas, tampando sua tentação paliativamente.

Tarde da noite e lá ele está a escrever mais um conto lamentar, a pensar no próximo dizer, no próximo esclarecer em vão que inutilizará um pedaço de papel. O qual cairá em contradição, em face de sua confusa e turva noção de regras e afins da escrita e também de sua própria incerteza de que sentes ou do modo vivenciado para demonstrar a fim de questionar o próximo.

Tarde da noite e lá está ele a escrever mais um conto lamentar, mas agora onde antes só havia luzes na paisagem, na mesma direção escuta sons, que antes eram meros murmurar de vozes de baixo tom e volume. Por tempos ele escrevera perante esta pertinente calmaria, certo de que conseguira resultados satisfatórios. O aumento de tons e oitavas, o faz irritar-se com tal feito, por não mais conseguir mostrar eficácia em seu afazer. Cada vez mais ele sente o dito barulho, aumentar dentre eles incluem musicas, vozes, risos, gritos. Não tão distantes, lhe parece familiar, logo descobre que toda corte estava a se distrair, a se divertir. Servos e senhores pareciam lhe eufóricos com algum acontecido, falha-te a memória por algo de sumo importância para tal evento.

Tarde da noite e lá está ele a escrever mais um conto lamentar, quando as suas mãos lhes trouxeram uma prazerosa fisgada de dor, estas já estão em exaustão, até elas sabem o limite de seu trabalho e de seu esforço para tal fim. Incessantemente elas acusam para ele do fim, o mesmo, teimoso, olha para ao seu redor, se vê em meio a livros, folhas, artigos, noticias. Sádico, por sua dor pensa no quão isso irá lhe ajudar. Quase por surtar ele volta a bater em vogais e consoantes repetitivamente, já que agora a dor lhe traz uma negra inspiração e bloqueia o exterior que é o prazer que lhe tenta.

Tarde da noite e lá está ele a escrever mais um conto lamentar. Tratante consigo mesmo tenta disfarçar seus desejos traçando árduas palavras em seu texto, a tentativa de obter um contrapeso o faz cair em perturbação. Já tenso o mesmo traça meios de destoar deste empecilho, mas o mesmo se faz forte, acua o outro lado que se vê pressionado pelas tentações dá época. Quer ser Arlequim, ou até mesmo um Bobo, talvez um Momo, ter a Columbina, pertencer a vida alheia. Volta a mesma janela fechada e a identifica em meio ao cortejo. Ele a admira por pular, saltar, dançar, rir. Durante alguns instantes ele o faz com descrição e apreço. Eis que dentre tanta agitação ele fora avistado pela ré. Há uma troca de olhares de tão curta fora quase não mencionada. Porém acompanhado desta rápida permuta, veio um sorriso um tanto diferente e surpreende para o nosso herói. Pela primeira vez no dia o mesmo se enche de esperança e alegria por meros gestos musculares faciais. Quando torna ao teu habitat, percebe enquanto gastara tudo no nada, enquanto fora não ele. Agora há de correr atrás de sua Columbina caro.

Tarde da noite e lá está ele a escrever mais um conto lamentar, agora com o simples ponto final. Enfim, é o fim.

“O jogo só acaba quando termina”
By Galvão Bueno

Guilherme “Mal, cada dia mais Mal” Rocha

quinta-feira, agosto 10, 2006

Procura-se

Sujeito com tais características particulares foi visto nos arredores de vossas vidas, o mesmo nunca mais fora avistado por tais redondezas, a ultima ocorrência deu-se em um tempo arcaico onde, obrigações ainda eram expectativas, onde realidades ainda eram meros sonhos. A estas meras feições reprodutivas de sua condição moral se atribuíram falsas esperanças de terceiros, fazendo os mesmos cair em desgosto com tal individuo procurado e o fazendo, mesmo que indiretamente, ser o tal culpado. Crime capital diante os semelhantes fora cometido de modo inocente, porem este foge dos demais com tua culpa entravada, inculpando-se e ao levar consigo a sua diferente e não aprovada atitude o torna uma persona nom grata na dita via preferencial da sociabilidade existente nas reentrâncias espaciais pertencentes ao ser humano.

Testemunhas retratam de forma firme e veemente que um de seus dotes era o seu sorriso, este sendo um tanto largo para não dizer farto. Estes acontecimentos datam de outrora dos bons tempos já passados, mas ainda não esquecidos, já que não o pertence mais tal predicado. A dissonância de sua nova e não tão comum face se fez com o abrupto término de sua expressão facial, não anseio de si próprio, este se perdeu por conseqüências advindas de terceiros e suas inter-relações. Outros relatos mais específicos o tratavam como alguém sociável perante os seus iguais, um tanto pacato e parado, mas sempre com um comportamento bastante cordial na ação da mera qualidade de ser sociável, tendo assim suma importância para expor o meliante aos leitores e curiosos dispondo o seu caráter e certamente sua índole perante a comunidade societal.

Outro dado relevante é seu comportamento atual, revelando um ser ligeiramente amador naquilo que faz. Perseguido por sua falta de sorrisos e emoções dignas de lembranças afáveis, este se vê incapaz de fazer o mesmo com seu próximo, nada que adiante o faça ser tido como odiado. Este retrata sua insatisfação a simples construção de seu revés nos demais ao seu redor, mostra assim uma incompetência tamanha que não faz uso fruto de sua característica nos demais. O seu almejo por sorrisos o fez um grande distribuidor destes, já que os seus não surtiam efeito em si próprio. Indo pela ótica capitalista, temos nele um produtor com uma grande monocultura tipo exportação, nada que ele cultive o faz para sua subsistência. Isto se o fizesse a sua figura, já que rir de si mesmo o tempo todo, a criatura seria taxada com certa facilidade de no mínimo excêntrico.

Como já dito ulteriormente o meliante, obteve tal denominação claro por cometer um crime, isto é um tanto óbvio. Esse delito ocorreu pela sua quebra de esperança, sua perspectiva futura e também de sua alegria perante a vida, isto levou o mesmo a roubar de si mesmo seu animo e entusiasmo. Quando um alguém, qualquer alguém o faz, comete um dolo a si próprio imperdoável. Mesmo que este somente “queira” afetar a sua pessoa, normalmente o faz com tal perfeição pela freqüência, já que se mostra indissociável tanto do atirador, quanto o seu alvo. Já diante a coletividade, não oferece a mesma eficácia, este meliante exibe uma forma de defesa e escape incríveis, repelindo qualquer forma de vida mais fraca ou menos capaz de suportar tal peso de seu crime, em todos os sentidos num curto raio. Com essa determinação de sua insatisfeita vida, ele repele muitos enviados para destroçar sua grossa carapaça de desafeto, cravejada de desgostos e desilusões.

Assemelhando-se a alguns grandes corruptos, utiliza-se de meios diria até malignos para encobrir sua identidade, já que em certas ocasiões divaga sobre situações aonde por alguma razão que vai de tão ínfima a mais complexa e necessária, assim se pega proferindo entre milhares a sua arma principal. Esta se fez por uma artificial e inteligente engenharia, comparado às armas mais vis de guerras já existentes por tamanha competência alcançada em ludibriar os seus semelhantes diante seu contato e disparo contra seus companheiros, o temido fogo amigo. Este artifício que seria uma das coisas mais lindas já vista em outros executores da mesma técnica, é feito por ele de uma maneira revés a sua verdadeira intencionalidade, o sorriso em sua face não produz nenhum efeito em seu comportamento, pelo menos o proferido por tal acusado. O faz com certa e porque não total falsidade a seus semelhantes, estes caem no conto do paraguaio, ele assim consegue passar uma imagem adiante de si a qual não condiz sua atual conjuntura.

Documentos recuperados sobre seu passado revelam alguém um tanto diferente, com suas características atualmente alteradas. Mostram um sujeito impar no seu pretérito. Já experimentada, a dita cuja alegria já lhe pertenceu, obedecia a certas direções de modo passageiro revelando assim uma característica intermitente deste substantivo feminino objetivado neste texto.

A busca dá-se por tal felicidade, a qual notadamente não lhe mais é pertencente, se dá de forma insistente por parte do dito cujo que peca por não atentar a demais detalhes agradáveis do redor, somente frívolos lhe chamam atenção e discórdia, o atraem. Esta vai se perdendo aos poucos. O acusado se diz inocente apontando logicamente a culpa para outro grande suspeito, o primeiro aponta para a vida, em depoimento ele afirma que esta se encarregou com eficiência de tirar tudo (ou quase tudo) o que lhe agradava de perto de ti de alguma maneira, ou seja, por coincidências, desejos, enfim, “n” motivos alienados.

Em sua defesa alega uma simples questão e intrigante, revela em curtas palavras e debochada expressão qual seria o motivo de seu desalento. Este se faz por uma direta e intrigante questão, provocando uma ação um tanto vaga. Apesar do ato comprovadamente delituoso, afirma somente que há escassez na alegria de seu levar de vida. Atualmente para ele há certas circunstancias e situações que não há o que sorrir, mas sim somente o que se lamentar, em extremo caso usar de sua psicologia e iludir alguns com sua falsa e despretensiosa alegria, mostrando em certos casos os sorrisos e em outros mais desconfiados os risos.

Sua ultima aparição se fez há cerca de uns tempos em sua vida, àquele que nunca foi o suficiente para ti, o mesmo foi identificado empunhando um cântico um tanto triste e apático: “-Vendo sorrisos, afeto, carinho com uma pitada de alegria e muitos sorrisos. Compro ou colho desventuras, tristezas, azares, decepções e muitas outras casualidades tão pouco difundidas pelas demais pessoas. Faço disto uma arte, está sendo pelos demais incompreendida, esta sendo minha única e particular arte. Dela pouco tiro algo de útil, mas concentro sim tanta avareza para que assim não sobre para certos seres, já que estes faço o contrário, vos remeto a felicidade”.

Comunico-vos um ultimo alerta de suma importância. Este faz referência ao encontro face a face com tal meliante e de que ordem e grau deverá ser vosso comportamento perante o mesmo. Ao avistar tal ser com características lamentáveis, definhado em mágoas e tristeza haja de forma um tanto natural, faça que seu sorrisos ultrapassem sua guarda, pois uma determinada hora esta há de ruir pondo um fim nesta tormenta. Um sorriso ou um riso irá de fazer efeito, com isso o deixaria fraco e exposto a mais demonstrações de apreço e afeto, as quais lhe falta em sua constituição comportalmental.

"Quando não podemos corrigir um problema, o melhor é saber suportá-lo"

Guilherme Rocha

Obs.: as frases nunca são de minha autoria, estas são aleatórias de um mundo de www.

terça-feira, julho 18, 2006

Subordinado do azar

Eis tal sujeito destinado a tão cruel e ridículo acaso do cotidiano. Praticante fiel do caiporismo, por sorte (uma das poucas que lhes sobrou) não sendo disseminador do mesmo nos demais... Mas sim como uma grande eficiência e plenitude de seu grande dom, o faz em si mesmo. Seria um fardo essa considerada má fé do destino, uma sina que o acompanhara com uma impressionante competência... Ou então somente acaso, um longo, que perdura por meses a fio.

Semelhantes o descrevem como exagerado em fazer uma comparação absurda com o primeiro na fila do azar, e concordo plenamente com o que terceiros afirmam. Faço assim um rebuscamento da mesma na outrora, analisando a tal em outros tempos, tentando lhes aproximar de que proporção o presente lhe torna tão peculiar. Tal feito é meramente proposto por desencargo de consciência, pois um sujeito nunca reclamara tanto de sua situação vigente. O passado lhe entrega simples problemas, até mesmo quando os mesmo fossem medianos ou grandes, não importando o grau, estes tinham uma espacialidade maior entre os eventos. Isto sempre lhes dava certa suavidade de acordo com que acontecia. A expressão “o tempo faz milagres” é uma verdade indiscutível, por abordar somente o passar do tempo e o esquecer dos problemas e as catástrofes.

O revés da sorte dos demais o fez cauteloso com certas coisas e descuidado para outras tantas, ainda esta o teima a ser sua sombra. Por vez o objeto do texto se faz instigante em sua razão, porque se faz tão persistente, ou diria também pertinente. Persistente no sentido literal, tendo em sua definição como o ato de ser constante, perseverar, continuar, prosseguir, insistir em ser atraído para infeliz dito cujo. Pertinente por parecer uma qualidade, ou característica (Parte narrada por Cid Moreira) Sim... Incrédulo, és um imã de infelicidade e logo também do infortúnio, tua riqueza, a única e exclusiva, já foste dita ulteriormente esta classificada destarte como não contagiosa, vide seu entorno, semelhantes tendo a labuta de cada dia, não digo fácil, mas sim com menos incidentes e abortar de expectativas... Usando de brevidade, frustração.

O azar é a única explicação plausível para tantos fatos desastrosos e importunos, não consigo imaginar tantos incidentes contínuos de tamanha proporção. Acontecidos avulsos já nos trazem grandes conseqüências, grandes perdas e pesares... Além de algo já previsível com o este mesmo indivíduo, mas agora estas tomam proporções homéricas, sendo desproporcionalmente intenso como as crises anteriores, trazendo uma magnitude e repetição dos fatos cada vez mais significativa, extrapolando o entender do mesmo.

Populares dizem que ao transpor do tempo, este dito azar momentâneo, passageiro, há de melhorar, daí surgem indagações. Haveria certo prazo para tal fase chegar a seu término? Ou certo limite de “maldades” do carrasco destino a tal fidalgo? Questões que por muito analisar e pensar, criar hipóteses, inventar possibilidades remotas que vosso autor não chega nem perto de uma resposta, somente a este texto. Uma solução poderia ser a de mudar o foco dos seus objetivos, um simples exemplo seria o de que o desejo pela direita se torne o desejo pela esquerda. Mudar assim repentinamente de qualquer foco ou ideal que tu sigas?... Não, somente uma tentativa de enganar o azar. Assim quando mesmo atuar... Acertarás a direita.

Demasiados azares trazem consigo conseqüências errantes para o ser que os retém, um peculiar mal humor (o mesmo já tratado excessivamente em textos anteriores), fazendo o que era para ser de um grande prazer em um martírio. Um simples andar pode se transformar, numa inquietante busca por azares, estes podem vir de variados modos e graus. Evito exemplos, pois todos têm cada um em particular, ou em consentimento geral um que aflige alguns em maioria. Guarde-os, pois azar o seu.

Obs.: Qualquer semelhança não é mera coincidência

“Que nossa amizade seja igual a uma bundinha, bem grudadinha, e nunca se separe por qualquer merdinha”

Guilherme “Mal Mal” Rocha

sexta-feira, junho 16, 2006

Um Brinde ao Nosso Contento

Brindar isto?... Eis algo que não se lê todo dia. Creio cegamente que seja expressão jamais dita por alguém. Posso estar erroneamente fazendo tal afirmação, mas estou convicto que por meio de pessoas mais próximas, essa expressão nunca foi sequer mencionada. O feito raro disto surti um certo ar curioso sobre o não contentamento de nós com nossa situação, por qualquer aspecto ou contexto que ela possa vir a acontecer.

Um brinde sendo isto um simples comemorar de algo, uma ação comedida por algumas palavras ou gestos, este se refere normalmente a uma etapa planejada a qual foi alcançada, após certo esforço (ou não). No seu entorno, no local onde normalmente este é feito, estarás rodeado por aqueles que lhe admiram ou apoiaram teu sucesso de tal meta. Assim é criado um ambiente de total conforto... Seres de mesma espécie que não praticam o canibalismo, ou simplesmente não são assassinos sanguinários que utilizam uma arma branca como uma faca para apunhalá-lo de certo na primeira vez que viras as costas... Temos também a extinção dos “Amigos Rasteruns”, espécime a qual fora exterminada, mas de certo que sempre há um ou outro a sua volta tentando utilizar deste meio mais vil e cruel para obter que você, o próximo, tem.

Saindo do mérito adiado dos contra brinde, mas certo em afirmar que somente é da natureza humana o planejamento de certas ações em determinadas situações, o almejar de metas. Seus objetivos são dos mais variados tipos e níveis de dificuldade, podendo estes serem, de interesse geral ou somente particular, partindo do particular pro geral... Enfim, etc. Nada que influencie no meio usado, o método para o tal seja alcançado. Vosso desejo é sempre por mais e mais até mesmo quando é por menos. Vosso não perdão, nosso... Não me excluo, enfim faço também uma analise minha... Não deveria ser eu, o escritor, um ser meio que neutro nesses afins? Um tanto auto-analise.

Por poucas vezes encontrarão alguém com sua devida lista de desejos completa, esta nunca estará devidamente preenchida... Diria até que esta é interminável por conta de algumas novidades ou simplesmente das mudanças de gostos e pensamentos ocorridos a sua volta, quem não disse que o habitat não faz o ser? (claro com suas exceções). Esta extensa lista com dezenas de páginas, com mais e mais itens se faz presente nas escolhas feitas por ti em tua vida. Esta infinita fonte de desejos mostra a cobiça do ser seja por conhecimento, bens matérias, riqueza, etc.

De um lado, comparando tal estagnação de metas o contentamento por uma simples satisfação alcançada, outros o vêem como também uma grande entrada para as trevas. Está por vir a época de desinteresse no desenvolver do tema abre-se um grande parágrafo para a preguiça e o conforto... Chamado severamente na maioria das vezes não injustamente de ignorância. Esta sim no sentido de que seria nada mais que a mera falta de conhecimento, baseada no ócio funcional que trarás para seu cérebro. Este sendo o pior tipo de renúncia, deste modo cai por terra suas esperanças e sua perseverança em atingir limites, por mais que sejam estes temporários.

A insatisfação humana seria um misto de vontade (retirada do próprio ser em alcançar seus objetivos), sonhos (algo como alguns de seus desejos reunidos em uma grande aspiração) e inveja (o que seria deste blog sem uma controvérsia desta). A inveja tendo como comparação a sua carreira com a de outro igual, nada como a maléfica, mas sim uma saudável e pertinente... Já que sem ela o que seria de nosso anseio por um sucesso igual e ainda maior logo após.

Cá termino brindando a vida (invejando o próximo), a vitória (almejando mais gols), aos amigos e “amigos” (querendo que se distinguem), as minhas dores nos joelhos (porque não?... ainda ando), a cerveja (desejando mais abrindes!), ao mosquito que acaba de me morder (feliz pelo HIV não sobreviver no mesmo), a garota que não me da bola (já acostumado), ao chute que passou longe (pelo menos foi uma tentativa), a corda que arrebentou (a falta de dinheiro por não comprar um conjunto melhor), ao gato que ronronou (antes isso que me arranhar), aos “fogos” aqui da favela ao lado (que eles não os “soltem” em minha direção), ao Brasil na copa (que o gordo não amarele), ao esporro (que me sirva para algo), ao não (já que sem ele não teria graça chegar ao sim), a... Enfim... Brindemos a tudo! Já que nunca estamos satisfeitos com nada.

“Se sorrir o mundo sorrirá, se chorar, chorará sozinho”

Guilherme “Mal Mal” Rocha

domingo, maio 14, 2006

Alvorada intragável

Seu acordar nunca esteve pior diante de tantas lástimas ocorridas recentemente ao seu redor. Nunca tantas coisas acontecem seguidamente a fim de lhe deprimir ou simplesmente estragar tal começo de dia. Aquele simples ato de levantar já tão difícil, se torna um pesado fardo em face de uma incrível harmonia infeliz.

Nada como um velho e bom despertador, aquele barulhento que toca no exato momento ou faixa de tempo na qual teu corpo e mente encontram-se em melhor paz, fazendo do despertar matinal tranqüilo e preguiçoso em uma ação de caráter ímpeto e extramente doloroso. O dito único instante de descanso do seu horrível dia já pretérito chega ao fim, um término nunca foi tão rápido e doloroso, meras horas não reduzem o peso de novas horas a estar ativo, passando longe de estas serem as ditas perfeitas e duradouras.

Já que tais horas foram mais curtas que o devido, o seu acordar não será como nos demais dias. Seu corpo parece mais pesado, suas dores parecem ter ganhado uma significante intensidade, estas as quais eram somente psicológicas (somente?) não satisfeitas, parecem se transformar, evoluir é mais bem empregado nesta situação. Tal evolução ocorreu na sua hora de descanso, onde o subconsciente fez o papel de torturador e o fez ficar nas mais diversas posições indesejadas, provocando diversos machucados (Sarcastic Mode On) abrilhantando ainda mais seu melhor acordar do ano! (Sarcastic Mode Off).

Apesar de tudo já dito, de todos os atributos a alvorada não se fez presente e não o fará, apegue-se a um olhar mais panorâmico e sinta o que vem pela frente. Nada de um esplendido sol surge, por enquanto esqueceste?... Ainda é noite quando te levantas para a labuta. Aquele acordar remoído piora com a água fria que vem bater em suas costas fazendo-o despertar rapidamente com um rápido efeito. Apressa-te, pois já o menor já bate as 6.

Agora sim faça de teu olhar panorâmico tua melhor arma. Arrependeu-se ao invés de orgulhar-se?... Imagino que só viu nuvens e um dia tão nublado que são raros os feixes de luz radiantes sobre sua face. Esqueceu o que lhe aconteceu no teu pretérito tão recente?... Esforça-te e relembre... Tua face de simples expressão retrai, obedecendo a pensamentos angustiantes agora acoplados a mesma. Fizeste-a chorar, o mesmo poder que a mesma tem com um sorriso, o sorriso, tem competência inversa com suas lagrimas. Agora recai em ti muitas angústias, estas fazem de tuas costas um cargueiro emotivo, lhe perturbando com duvidas e arrependimento.

Corra porque o menor corre e não te espera só por seu estado.

"Não confio em algo que sangre por 5 dias e não morre!"
Guilherme "Mal Mal" Rocha

quarta-feira, maio 03, 2006

Em que posso mudar tua vida?

Foi algo que eu te fiz?... Foi um sentimento rápido, passageiro em sua vida? Só falei besteiras, não pude evitar. No momento foi uma emoção tão forte de palavras e sentidos que quis demonstrá-los para ti, não me prendendo ao meu caráter possessivo sobre tal ocorrido. Minha revolta em vê-la assim foi demais para alguém que tem excelência em tal assunto.

Não pude suportar lhe ver nem mais um segundo com tal afeição à tristeza, pois como nós, portadores de muitos sentimentos estranhos, mantemos a preferência pelo o revés de seu estado, por fraqueza ou por qualquer outro ínfimo motivo. Sim, pois não agüentar remoer-se é um defeito nosso, procuramos em outros a felicidade, já que em nós mesmos só enxergamos uma arrepsia do que vivemos e sentimos.

Hoje, está diferente como nos demais dias, penso que acontece algo contigo. Porque ocorre um repentino mudar de ares, esfria-se nosso redor, uma neblina se fez em nosso vespertino trocar de palavras quando sua pessoa se fez presente. Ocorreu algo muito ruim, somaram-se nossas pesadas cargas, encrespadas de certos desapontamentos e raivas e dali surgiu um sério constrangimento em nossa atividade.

Daí é só observar esta tal sensação tórpida existente em você, que tu consegue com tais expressões e seus fins depreciativos, obter uma proeza a qual faz mudar tudo. Como afirmam alguns que uma borboleta faz furacão, digo que de sua lágrima se fazem tempestades de onde eu deveria fugir, mas não quero. Já é de minha natureza que minha intenção é de não fazer criar nuvens em sua vida, exatamente o contrario manter o céu limpo sem trovoadas nem acúmulos de lágrimas.

Disso tudo só me restou o sacrifício, pois tal situação não me agradava. Nunca me sentirei confortável assistindo sua atitude cabisbaixa, lamentável e sem inspiração. Porem ainda resistente a estes há sua beleza e inteligência residindo neste ser. Minha atitude foi simplesmente lhe falar o que me parecia certo, lhe dizer o que eu não demonstro ser, assim quis lhe ajudar, mostrando a ti esta parte que teima em permanecer tão escondida de meu ser. Assim o fiz.

Assim desfiz a tormenta em ti existente, e por um leve momento senti um outro ser surgindo, alguns quilos desapareceram de suas costas como se estivesse com um peso tem tantas tarefas e afazeres destinados a ti. Cabiam ainda alguns dizeres para o golpe definitivo de minha parte, mas ainda falta aquele gesto, aquilo que expõe teu estado de destino, minha ânsia por isto é tanta que me atrapalho em determinadas situações.

Sem forçar em momento algum, consigo lembrar rapidamente de meu passado não tão distante e sim recente e prazeroso, pois é algo tão lindo que reluz, toma-se em certos casos até que este tem produz sua luz de tanto brilho que emana. Este ainda se faz capaz de mudar toda uma feição, com sua simples execução. O que dizer de sua função, seu caráter sociável é assim exercido com excelência e magnitude. Tal feito biologicamente não se faz complicado, um simples e comum contrair de músculos o traz a tona. Penso que complico o explanar do que seria este tal modificador de comportamentos já que ele se faz de maneira tão simples só com uns movimentos.

Pois bem, já neste parágrafo almejara meu objetivo com louvor, haveria conseguido o que afinal?... Seu sorriso, este foi meu alvo durante sua tormenta, o mesmo me satisfaz de um incrível modo que consegue até transpor algumas barreiras. Somente por ter conhecimento da conseqüência de minhas palavras e atitudes para contigo já me desperta uma extrema e inocente alegria, porem contida, de como lhe faço rir ou sorrir, sentir-se bem.

Arrisque: Bata com a cabeça no teclado?... pois bem:

“x ufascrR4F dcfljak yhYk,ii hjkl,mnbrf 54\zhj”.

Guilherme Rocha

quinta-feira, abril 27, 2006

O Ensaio da solidão

Introdução à solidão é um assunto de total inutilidade pública que este autor vos traz, uma tentativa de tecer algo sobre a solidão suas causas e suas conseqüências dentre eles seu males a quem a cultiva e a dissemina isto podendo contagiar os demais em seu redor, algo que é comum a todos, mas que em alguns existe todo um pesado carma que vos leva a tal comportamento ou estado.

Necessária, já que todos a têm por algum momento, porém agonizante quando esta toma certas proporções intensas e gigantescas, como tal qual em sua infinidade de significâncias e esta sim provocando neste ato contínuo e acumulativo o temido esfalfamento do nosso ser, causando-lhe enormes prejuízos a sua integridade lhe expondo fraquezas, feridas, até há austeridade desferindo desta forma comportamentos e sentimentos nunca antes contemplados por tal enfermo.

Enfermo, considero já o seu estado por apresentar, quando neste estado, comportamento diferente do seu normal adquirido, normalmente mais silencioso, digo menos comunicativo ao demais que o circundam em seu meio social, mesmo os mais próximos que tentam por muitas vezes o retirar de tal estado com benfeitorias ao seu ego, mas não com eficiência, já que o mesmo tende a perder rapidamente o efeito do “medicamento”... Onde a posologia recomenda um tratamento intensivo e com doses cavalares com curtíssimo espaço de tempo, mas o que é prescrito nunca ocorre.

Devido todo um ciclo do ser humano o qual tem, em suas atividades diurnas onde estas possuem toda uma sociabilidade maior, acarretando numa solução temporária para o problema já que há inúmeras ações a se praticar e futilidades a pensar. A tal doença começa a atacar em momentos vespertinos quando as tais diversas coisas a se fazer estão à beira de seu término, onde bate a agonia de o que fazer nas próximas horas. Antecedente a pior faixa de horário esta se caracteriza por uma leve mudança de humor, esta dita tênue revolução humoral muitas vezes má compreendida é o marco do grande e avassalador hábito noturno vivido por grande sacrifício pelo enfermo. Enquanto a noite chega ainda há algumas atividades a se fazer, mas nada ainda com o desejado caráter sociável, assim ainda encaminhando-se a solidão ainda tendo um leve impacto sobre o ser. Com o cair da noite e todas suas atividades já terminadas é chegada a pior hora, a hora do pestanejar. Esta já se inicia em sua preparação, o simples ato de aprontar a cama para o descanso, ao prepará-la com apenas um travesseiro, um lençol. Com tudo já pronto, chega a temida hora onde o ser é levado a refletir o que foi o dia de curtas horas... Com o tempo em outra velocidade... Já que essas horas, agora, se mostram mais longas onde os segundos não correm, os minutos se arrastam e as horas não passam... Onde a agonia de estar sozinho nos leva a tanta reflexão em face da distancia de outro ser sociável, ou também dá não proximidade já que julgo coisas diferentes. Daí ocorre, por parte deste parar do tempo, longas e extenuantes maquinações da mente acarretando num agravamento do quadro geral do doente, estes vão desde delírios diante de ocorridos e suas possíveis variâncias do mesmo... dito famoso e simplesmente conhecido como sonhar acordado o toma por completo, assim o faz se questionar durante horas e horas sobre tais atitudes e ou respostas. Devido a tal consumo de tempo desnecessário, o dito cujo normalmente busca saídas com alguns afazeres extras. Logo é vencido pelo cansaço, mas não por completo, a subjetividade entra em cena formando sonhos de dias melhores e na maioria das vezes impossíveis, que os tem como base os tais devaneios. Esse ciclo cada dia se agrava mais e mais devido o sua repetição, dia após dia o mesmo fica se repetindo acumulando muitos sentimentos que vão de encontro ao quesito sociabilidade, a qual pode ser facilmente obtida com a “receita da solidão”, esta abaixo descrita nos trás de forma simples como ficar neste estado da “enfermidade” e ou o contrario... não seguir os passos à seguir e sumir com a solidão de sua vida.

Receita da solidão

½ (meio) copo de mau humor;

1 (uma) xícara de tormento;

Desgosto à vontade;

2 (dois) litros de péssimas qualidades;

1 (uma) pitada de infelicidade;

1 (uma) dúzia de decepções.

Modo de preparo: Junte o mau humor com o seu tormento obtido e mexa por todos os anos sozinho até conseguir uma textura bem homogênea e simplória, logo em seguida despeje a quantidade desejada do desgosto que lhe cabe, fica à gosto de cada um, está feito o recheio. Agora separadamente faz-se a camada exterior, adicione uma pitada de infelicidade às péssimas qualidades (note que a coloração virá inicialmente de um tom claro para um tom neutro a escuro muitas vezes chegando à escuridão total) depois de já misturado leve a geladeira, a uma temperatura baixa para tornar-se alem de algo escuro, algo frio e rígido. Já com a pasta dura adicione a dúzia de decepções para dar o gosto particularmente amargo desta gentil prato de solidão para a camada superficial. Prontas às devidas partes da solidão pegue a mistura da camada superficial e despeje com força em cima do recheio e com este impacto deixe assentar a mistura sobre a outra está já mais resfriada e rígida cobrirá a região mais mole e quente fazendo com que a mesma fique protegida por um invólucro de estupidez, ignorância e esta também serve como um pouco de autodefesa contra as benesses que são desferidas por semelhantes na tentativa de quebrar esta barreira, mas em sua maioria em vão.

Sentimento forte que se mantém por seu parasitismo inconfundível e eficaz, assim, sua proliferação depende mais de si próprio, definha o ser no qual se hospeda, no qual se origina e se alimenta por um acontecido de seu passado e que por algum acontecimento mais atual veio a atormentar. Sentir só é um estado onde todos “colaboram”, o próprio por punir-se de certo modo e os seus semelhantes por não colaborarem do, digamos, “certo modo”.

Também se pode definir solidão rapidamente pelo tradicional dicionário, neste caso pedindo licença e reservando a autoria ao Aurélio: Estado do que se encontra ou vive só; isolamento.

Seria um exagero este texto, descrever desta forma o ser só, ou melhor, o ato de estar só? Penso que há ainda muitas maneiras de se descrever a solidão seus sintomas e suas conseqüências perante qualquer ínfima relação sobre variadas coisas ao seu redor. Seu efeito é devastador desta forma trágica e complicada ou é como no dicionário já se faz uma simples e eficaz descrição?

Só um aviso final e importante sobre a solidão... Degusta-te com parcimônia.

“Cabelo ruim é igual bandido, está sempre armado ou preso”.

Guilherme Rocha

terça-feira, abril 18, 2006

Agonia por dias melhores

Em certo analisar de meus últimos dias, repentinamente o escritor de tal texto foi tomado por um alento incontrolável de surtar, não como um temido ser psicótico em seus atos impensados e irracionais (ainda longe disto), mas sim tirando esta “loucura” explanada como certa não contingência de certas palavras e/ou atitudes por esta pessoa que vos escreve nunca antes lhe haviam assim pertencido a ti de tal forma. A dita ociosidade auxiliou demasiadamente estes pensamentos diria até perigosamente levianos para este ser.

Cabe destacar este ser como um vaso não intacto, já com uma série de lascas e arranhões que a tal “vida” lhe tirou, ou melhor, lhe marcou já que nem tudo são males tentando ter uma perspectiva mais positiva. A fim de trazer certa maturidade ou experiência estas tais marcações a ferro se acrescentam de fogo e assim nos marcam com uma maior intensidade de tal modo que nos rebate a idéia no começo do texto a qual cita a tal mudança de conduta ou pelo menos tentativa, já que a mesma não veio se concretizar foram somente alguns devaneios de um humano e seus conflitos e sua série de frustrações acumuladas.

A origem deste vaso cabia em muitos momentos a racionalidade, porém com enormes rompantes emocionados, os quais eram e ainda são arrebatados seguidamente de sentimentalidades e nestas incluídos diversos substantivos que aqui não me cabe tal construção inútil de uma listagem dos mesmos. Depois ta fratura do vaso por definitivo, na mudança de x em x’ (Matemático agora?), nos traria em alguém ainda racional, porém sem os ditos rebuscamentos emocionais, algo mais frio, diria até maldoso em seus futuros relacionamentos com seus semelhantes.

Facilmente este novo e destemido x’ foi sendo contornado em questão de minutos, diria segundos até justamente por já ter sido um x. Como?... Simples... x’ surgiu de um x, uma letra original, um caractere particular, ou melhor, um valor original não deriva de outros como o x’... Sendo um x’ depois de todo esse surtar seria um x’’, alguém ou algo nada original em meio de tantos a’’ e b ’’. No meu caso em particular seria melhor um g, pois bem, simplifiquemos com o x mesmo. Os meus valores construídos em minha curta vida por diferentes decisões e outras infinitas relações, me tornam particular, único... Enfim, não sou uma derivação de outro ser por completo como tantos se mostram por aí, equações como o próprio nome diz e seu sentido o retrata, cheias de igualdades e adicionados de ínfimas nuanças incertas.

O fraturar deste ser, o qual lhes publica tal texto, o que quase torna-se neste tão temido outro ser (humilde opinião cá expressa), só não ocorreu por uma série de retraços que subitamente nos trouxe os cacos ao seu lugar de origem... Mais uma referência geográfica está por vir... Este ser, já não mais in situ, após tais lampejos, vos comunica de tal forma orgulhado de seu retornar de origens, porém, não já como o frasco original, pois no seu rejuntar, este por não ser um especialista deixa falhas, ou melhor, pedaços não da mesma forma recolocados... Partindo mais por efeito de comparação, quase um homógrafo (agora pedindo licença à “Língua Portuguesa”, estou didático hoje), ou seja, transforma-se este mesmo ser em outro ele mesmo.

Confuso porem é a real e atual situação, um vaso que sofre acidentes, uns mais graves que os outros, este, no entanto por um rápido baque teve seu momento “João bobo”, balançou de tal maneira, agitada por causa de tranco (os), que quase cai diante destes acontecimentos e nisto forma outro objeto, já não mais vaso, grandes cacos desconexos onde não poderia haver sanidade ou concordância. O vaso agora parado mantém sua centralidade e procura novos horizontes, mais tênues, procurando não seguir em linha reta, fazendo curvas ainda que perigosas, mas assim demorando um pouco mais a chegar a seu “final”... Peço licença e faço referência à tão conhecida expressão em latim: Carpe Diem... Concluindo com o que mais me “preocupa” depois do grande feito deste bambolear, o qual foi grafado em sua fina cerâmica... Faça de lágrimas risos, faça de tristezas alegrias, faça de xingamentos piadas, faça de seus amigos sua família, faça de sua vida nossa vida... Aproveitar da vida é o que nos resta, digo não como loucos, a fazer sandices incontroladas, mas o que você, sendo x ou y preza de acordo com o seu caráter como o que é bom para ti, com a agonia (no seu melhor sentido) de grandes desejos.

“Todos meus movimentos são friamente calculados”

Guilherme Rocha

sábado, abril 08, 2006

Sofrida volúpia

Semelhantes... Descrevo-vos como agentes da volúpia em diversos sentidos a muitos seres dentro desta população de comuns a nossa raça. Esta dita voluptuosidade vem de um simples ato como uma banal troca de palavras até uma complicada síntese de ações indeferidas por singular desejo de ajudar ao próximo (Bíblico não?) e assim o prazer de ver o seu semelhante sentir prazer nos conforta.

Antes de tecer o comentário sobre o que tento apresentar no texto, aqui faço um breve comentário sobre o caráter irremovível de todos os seres humanos, serem subjetivos. Pois bem... Isto o que nos interessa? ... Sim, interessa por mostrar que cada um tem maneiras diferentes de demonstrar como, pelo e com quem sente prazer.

Depois da ligeira introdução da subjetividade humana, faço aqui uma abstração geográfica ao tentar explicar que como este dito prazer se mostra de diversas formas... Dizendo que nós somos formados por sedimentos dos próprios humanos ao seu redor... Seríamos um planeta? (cabe um texto mais a frente sobre isso... lembrar-me-ei). A formação nos remete aos seus princípios e também a valores. A grande volúpia desproposital do ser humano vem daí.

Assim como este sendo um blog não tão ortodoxo, venho aqui “dizer” sobre a sofrida volúpia que nos entranha. Como alguns devem saber o autor deste texto sofreu uma grande perda em sua vida há pouco tempo, impulsionado por esta perda tenta criar um texto sobre como seu estado de espírito tanto comentado no texto anterior como o “mal-humorado palhaço” encontra-se após tal ocorrido.

Ainda há muito prazer para ser distribuído em um ser que momentaneamente se encontra em desgosto com a vida, este mesmo gostando de ser um agente do prazer em geral, este mesmo também não vos parecendo um receptáculo para tais sentimentos. Agora pedindo licença aos biólogos de plantão e afirmando que neste estado vos proponho certo feedback voluptuoso entre nós, seres semelhantes. Afim de vos trazer o seu melhor agente de volta à tona, não que o mesmo não estivesse sendo ele mesmo... mas a face com a tragédia o fez regredir rapidamente.

Então por esse texto vos comunico que o velho agente da volúpia está de volta, infelizmente agora como o título propunha a dita sofrida volúpia... Mas nem por ser sofrida tira algo de sua essência, só acresenta-lhe maturidade e sensatez... em resumo... O palhaço mal-humorado está de volta com a corda toda mesmo com lágrimas em seu coração.

“Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar, quero ver o seu corpo dançar sem parar”

Guilherme Rocha

sábado, março 25, 2006

O humor do mal-humorado

Já por definição temos como mal-humorado alguem que está ou tem mau humor, nada como o aurélio para nos auxiliar, já que não colocarei bibliografia ou algo do tipo pelo menos já consta algo, penso que já imaginavam a definição, acresento algo como uma pessoa inacessível e detestada. Como o título descreve venho elaborar um texto sobre o humor do mal-humorado ou seria o não mau humor do mal-humorado, ou melhor ... o porque de ser O "mal-humorado" se não tens mau humor algum. O que seria o humor do mal-humorado por um mal-humorado é um resumo deste texto.
Como o autor deste texto é suspeito para falar do que venha a ser o mau humor, usar a tal da neutralidade, nunca conseguida, é a saída encontrada para continuar com esta enrolação traduzida em um texo mais longo (nada como ser um universitário ... caro leitor sabe que vos falo). Começo o texto com o avesso do mau humor contemplando a ótica do mal-humorado, ou seja ... falando sobre o risos, piadas, etc.
Imaginemos caros leitores alguem bastante mal-humorado... alguem fez a façanha de imaginar uma pessoa mal-humorada sempre de cara fechada? ... simplesmente como alguém que nunca tem uma boa emoção ou sentimento, não entrando no mérito de sua grandeza na tal ação, tendo como exemplos uma mera piada ou brincadeira, ou também algo como um gol do seu time de coração aos 47 do 2° tempo contra seu rival ... simplesmente não existe ... concordemos nisso ? ... já que não respondem tenho a resposta como sim, pois bem o mal-humorado ri, mas o porque de seu mau humor então, não lhe basta somente piadas e gols ? ... intrigante questão ... como todo ser humano ele tem suas ambições e desejos ... o fato de eles não se realizarem traz a tona este bendito mau humor ... só que vos difere das ditas pessoas "normais" com os mal-humorados é a sua intensidade ... esta sendo tanto na sua definição própria, quanto pela sua duração. A intensidade lógico que depende dos atos que repetidamente lhe negaram o sucesso em já ditas tais aspirações, já o fator temporal vos proponho que este seja o caminho mais fácil onde possamos achar um ponto fraco nesta qualidade tanto "falada".
O tempo para este ser parece não passar, já que este mesmo parece pisar nele como se desastrosamente não conseguisse que seus objetivos obtivessem tal sucesso, o termo pisar no tempo, logo nos traz ao termo também popular, tempo das vacas magras, este sendo de conhecimento geral e não necessitando explanação.
Retomando a não consideração de 24 horas aborrecidas, falo sobre risos do mal-humorado ... ou sua consequência no mesmo ... estes tais risos, segundo a bula, devem ser aplicados a doses cavalares aos pacientes, os tratamentos indicados são os mais variáveis tendo como amigos, tv, cinema, etc. Seguindo o procedimento obtem-se um quase novo normal ... ou diria ... um novo normal-humorado, ou melhor ainda ... um menos mal-humorado ... este já consegue com sua nova feição e comportamento perante os seus iguais, pasmem, fazer piadas e brincadeiras mas há pesares, como a inevitavel comparação dele com um palhaço, já que ambos fazem os demais rirem e o mesmo quase sempre não se diverte ... tem este fazer de risos e diversão como algo normal e prazeroso, mas não obtendo o mesmo efeito cosigo mesmo.
Mas como há casos e casos, explano agora o pior... onde o tempo é o agente de tal mau humor... não pensem que por ser o pior é o mais complexo e cheio de frescuras e detalhes... é bem simples ... neste caso, o tempo faz o mal humor de modo que o dito mal-humorado tem algo que ele anseia mas que como nunca o consegue só o faz piorar em tal quadro clinico, resumindo (para os que assistiam aula de quimica) o tempo vira um catalisador de seu estigma.
Tendo nas consideraçoes acima uma base formulada sobre o que seria o mal-humorado e seus humores (por mais repentinos que possa ser), este texto vem por terminar com uma indagação do que venha a ser o mau humor de cada um ... pois já que nem todo mal-humorado é 100% ele mesmo ... e nem todo bem-humorado tambem não possa ser 100% ele mesmo... o objeto deste texto tem como sua essencia os motivos de cada indivíduo ... este por algumas outras circunstancias o prolongam de tal modo que este fica com o titulo de mal-humorado e seus sinonimos.

"Não dirija bebendo ... pois poderá derramar a cerveja"

Guilherme Rocha

segunda-feira, março 20, 2006

The Wrathchild...

... para os que não conhecem, a tradução literal seria tida algo como: A criança pertubada

Blog novo vida nova ?
Com certeza ainda não ... a idéia do antigo "Palavras Estranhas", continua firme e forte só que agora para um plano maior, ou seria um blog melhor ?, ou seja, tentarei manter isto atualizado sempre com palavras de discórdia, as quais tenderão a uma certa visão não politicamente correta da situação, ou simplesmente outra visão contemplada por minha simples pessoa.
Já vos comunico nesse primeiro postar caros leitores, que o português correto não será empregado de forma alguma, já que a lingua empregada aqui será a "brasileira", tenha em vista que a portuguesa é de uma extrema complexidade para meu simples pensar.
Considerações finais ... um pouco sobre eu, o que vos pode lhe dar uma certa visão de que virá: começo usando uma palavra que atualmente em meu perfil, onde o mesmo fica no site mais acessado do mundo, orkut, mais especificamente na parte dos depoimentos, existe uma palavra que sempre é usada com uma ênfase, não surpreendente, pelo menos para os que convivem com minha pessoa diariamente, não sendo bem uma palavra, e sim uma expressão: Mal humor ... aí está minha maior qualidade ... qualidade ? SIM COM ORGULHO!!! (nesta parte o leitor soltará uma risada), quase um blog de comédia ... enfim ... um ser estranho que vos escreve afim de lhes contrariar em tudo, ou quase tudo ... portanto não criem expectativas de palavras conciliadoras com qualquer assunto que eu proponha ser postado.
Sempre terminando com uma fase para a total reflexão

"Xuxa queria mandar um beijo pra minha mãe, meu pai e pra você"

Guilherme Rocha